Tormenta
O frio
e sinuoso caminho para o sonho febril. Bate à porta e, como o triste e velho
estado de sequidão, rompe a tormenta, a desconstruí-la, e nada vê. Desgastado
pela incessante passagem, vez após vez, de seu amargor sem culpa, chora
torrencialmente ante a tempestade. Sua margem transborda, enquanto sua boca
descreve a queda das gotas e abunda o suor de seu desfalecer.
Se a
febre corrói sua vida, se o ânimo lhe desfaz a alegria, acordas do sono
delirante ao salto. Vês que podes correr, voar e tudo mais. Tanto depois, sem
relógio, perdes as horas que velozmente passam, mas paradas. Despertas, sim,
dessa vez sem sonho, sem delírio.


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