Soneto 2
Hei de
sonhar, e tu não acreditarias
Que
fui tão longe para dizer o que já sabia.
E não
devias esconder, nem levar ao túmulo,
Pois
certamente não definharia o sentimento.
E não
pertenceria ao esquecimento,
Perpetuamente
seria seu e permaneceria,
Porque
não podes fenecer,
Nem
sua alegria se perderia.
De
certo, que o tempo questiona tua beleza
E
deixa de se importar em acabá-la,
Tomando-a
como a mais preciosa.
Não
permita que diga mais uma vez,
Ainda
que meu peito queira dizer,
Cabisbaixo,
receio que o amor nos dilacere outra vez.


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