O fim da estrada
Era
tão distante estar ali, no caminho reto e longo, na estrada amarrada, no
veleiro congelante e vazio, no imenso sol sem brilho, no eu apenas comigo.
Sem
respostas, pois era o velório da razão, e perdido, pois não havia nada, nada
mais que ele, a morte, andando segundo sua vontade sanguinária pela popa.
As
batidas do fraco coração também era a verdade, mas escondida através da luz do
antigo sol, que agora já não existia mais. Nada e nenhum, coisa alguma, agora
se encontrava ali.
Na
falta da verdade, mentira; do sol, escuridão; da razão, insensatez. Agora,
longe de tudo e sem nada, não apenas comigo, mas também sozinho.
Mais
distante, onde era fundo e escuro, devia haver algo que ele também temesse, o
fim da estrada, sua satisfação, mas agora pesadelo. Era tudo e nada, e talvez
não existisse, mas era o fim da estrada.


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